sábado, 9 de fevereiro de 2008

Natureza humana II [completamente enjoada]

Provalvelmente, não sei. E mesmo que, com certezas soubesse, não divulgaria tal pensamento estipulado como erróneo pela sociedade onde me inseriram.
Lá fora comem-se vivos e vivem encarreirados num carril com enevoado poder de decisão.
Os esgotos são com todas as certezas mais limpos que o seu cadastro social, e a escarra que se solta do pensamento nojento de quem olha com olhos de quem quer ter e não tem (e nem pode!) deixa soltar pingos de desejo no crepúsculo do dia que já passou mais claro.
As paredes das ruas são cinzas lançadas pelos que, vivos, consumiram os outros até à morte.
"Cada um deu um pouco de si". Tão ingénuas que são as pessoas. Não conseguem ver? Creio não quererem ver pelo trabalho que dá. A tristeza escondida pelo botox da felicidade eterna já nem forças tem para se agarrar ao ódio. Soltam-se os dois...cada um para seu lado, fechando os olhos da verdade que só vê o que quer.
Cada rua percorrida, é uma porta aberta para o inferno vergonhoso de toda a gente.
"Tão boa pessoa!" é o que provavelmente todos dirão quando formos daqui para sabe-se-lá-onde. Mas no entanto, nem um pingo de si nos deram enquanto por aqui passámos. Afinal de contas, nós também não damos um pingo de nós com medo que a fresta se abra mais e a recuperação seja dolorosa.
Neste mundo o importante é parecer. Então assim vivemos, cada um, por si só, pisando o do lado ingénuamente, por não dar tudo de si...um sorriso na hora certa, uma palavra na hora incerta (se me faço entender!). Está provado que não somos perfeitos...mas aparentamos ser? Não...tentamos dar essa ideia.
Ai de alguém que ouse dizer que não. Porque esse será o primeiro a querer aparentar algo que não é.
Ratos de laboratório que não é desinfectado há anos! Temos vírus podre a crescer como bulor no nosso coração.
Qualquer dia atiçam-nos olhares menos amigáveis, e o vírus espalha-se pelos pulmões. Paramos de respirar (chamem-lhe nervos, chamem!) e puff! Vamos lá para sabe-se-lá-onde.
Oh...e o resto é repetitivo. Não valerá a pena dizer que todo o ser humano é excepcional quando se esvai em lágrimas e dor de quem lhe é próximo.
Argh! Cheiro a carne podre! Tanto do que foi...como do que fica!

Sem comentários: