segunda-feira, 10 de junho de 2013

Se...

"Não se acostume com o que não o faz feliz, revolte-se quando julgar necessário.
Alague seu coração de esperanças, mas não deixe que ele se afogue nelas.
Se achar que precisa voltar, volte!
Se perceber que precisa seguir, siga!
Se estiver tudo errado, comece novamente.
Se estiver tudo certo, continue.
Se sentir saudades, mate-a.
Se perder um amor, não se perca!
Se o achar, segure-o!"

(Fernando Pessoa)

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Coragem

Sentes que tens o mundo a teus pés, que é fácil voar e percorrer um milhão de km sem seres tu o mundo nos pés de alguém. Mas a brisa passa a ventania, que por si mesma passa a tornado e te projecta para um "não sabes" onde tudo parece irreal.
Não te sentes com força e a apatia possui-te. Vives uma história que não foste tu que escreveste, nem tão pouco te encaixas no personagem..então vives sem vontade, deixando os dias passar na esperança de arranjares coragem para construires asas, e poderes continuar a voar sob o mundo a teus pés.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Sonhos


Dizem que não devemos desistir dos nossos sonhos. Que por muito inalcançaveis que eles pareçam, mais vale a tristeza de não conseguir, que a vergonha de nunca ter tentado.

Mas até quando devemos persistir? Quantos dias? Meses? Anos?!
Quanta insistência é necessária para fazer as coisas acontecerem? Quanto investimento?

O optimismo alimenta-nos a esperança de um dia alcançarmos os nossos objectivos, e a única barreira que imaginamos existir é a falta de motivação que um dia podemos vir a ter.

Chegamos mesmo a pensar que, enquanto acreditarmos em nós, as coisas vão acabar por acontecer. Talvez não no momento imediato, mas sim quando tiverem mesmo de ser.

A minha irmã sempre me disse "nada acontece por acaso" e a verdade é que, tomando isso como princípio, consegui viver e perdoar mais. Perdoar os outros, e sobretudo perdoar-me a mim mesma.

Mas o problema surge quando confundimos o perdão com a desculpa.
E do dia para a noite, o acaso torna-se a desculpa por não termos feito melhor, a desculpa por não termos conseguido, a desculpa por não ter acontecido. Porque afinal de contas, "se tivesse de ser, tinha sido".

Curioso que nessas alturas, a fé humana é tão profunda que há quem ouse inclusive culpar um Deus no qual não acredita. Ah, porque a vida não é justa e nós não podemos remar contra a maré.

Acabamos por dar razão aos que não acreditaram em nós e fracassamos.

Muitas são as vezes que aproveitamos essa queda para nos erguermos, supostamente mais fortes, e tentarmos de novo. Mas até quando? Até quando é que temos de parecer um boneco "sempre em pé" que teima em não sair do sítio?

A vida continua, as pessoas à nossa volta continuam em frente e nós ficamos no mesmo lugar, a batalhar por um sonho que teima em não se tornar real.
As páginas têm de ser viradas e precisamos de recomeçar capítulos.

Sempre é preciso perceber quando uma etapa chega ao final, e se os sonhos acabam por nos atrapalhar, a única solução passa por desistirmos deles, porque nem que passemos o resto das nossas vidas a tentar, a lutar por algo que não nos tira do mesmo lugar, aquilo por e simplesmente não vai acontecer. Nem hoje, nem amanhã, nem nunca.

Porque os sonhos são apenas ilusões  nas quais fomos ensinados a acreditar.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Que não se perca...

Quando os risos de quem, sem querer, imita uma criança se perderem e os seus corpos já não tiverem a forma dos seus abraços, não vale a pena.
Que me digam que "tudo vale a pena quando a alma não é pequena", mas o coração peca por não poder esticar-se ao tamanho da alma e poder partir-se em mil bocados que não se poderão jamais juntar.
Se estiverem de costas voltadas (eu sei, um hábito que posteriormente se teima em chamar de impulso ao crescimento da relação) que não seja por muito tempo. Que o relógio não pára, e num segundo tudo pode mudar.
Que o amanhã não exista no seu dia, porque poderá ser tarde.
Se for preciso, que se saia de casa em pijama e se corra à chuva de forma louca. O que interessa, é aproveitar aquela pequena chama a que chamamos de paixão. Aquele sentimento que nos incendeia e nos faz ser tolos de amor.
Que isso não se perca nunca. Que nunca se acabem os bilhetes postais, os namoros à janela e as mãos dadas ao luar.
Que o receio de levar com uma porta na cara seja menor que a vontade de unir os corpos num só e jurar amor eterno.
Se for preciso, que se fechem muitas portas até já sabermos o momento ideal de colocar o pé entre ela e a fechadura para evitar mais um "não!".
Os gritos e as palavras vão parecer sempre mais loucas no momento do que depois de uma noite bem dormida. Mas que essa noite seja dormida em conjunto. Que o abraço matinal seja motivo suficiente para nos acharmos tolos em termos pensado no fim.
Que não se percam os risos infantis, e os tais abraços em forma do corpo de quem se ama. Porque isso será o início da perda total. E mesmo que queiramos recuar no tempo, viver mais um momento...será tarde.
Por isso, que não se perca o desejo de vencer e lutar. O desejo de perder e errar.
Porque a verdade é que, estando num precipício...ah! burro velho que não aprende línguas! Daremos sempre um passo em frente.

Chamemos-lhe só...amor.

Que se delimite a fronteira entre o gostar e a paixão.
Que se delimite também o querer e o ter.
E se não for pedir muito...que se tirem os limites a tudo isso e lhe chamemos só: amor.

sábado, 10 de março de 2012

04.Março.2012

A vida. Não é uma jornada, não é um caminho, não é um desafio. A vida é uma curta passagem que temos de saber aproveitar. Tudo muda numa hora, num minuto, num segundo! O que parecia tão estável há pouco agora pode nem mais existir.
São-nos dadas algumas (poucas, e tolo é quem julga serem muitas) oportunidades. E nós teimamos que se for daqui a bocado não vai fazer diferença, se for amanhã também dá. Temos a mania que controlamos o tempo, porque o julgamos nosso. Temos a certeza que amanhã aquelas coisas a que já nos habituámos vão estar ali, da mesma forma. Esquecemo-nos...esquecemo-nos do quão efémera é a vida. Sujeitamo-nos às suas adversidades de peito feito como se de super heróis nos tratássemos. Pensamos sempre que o dia depois vai chegar, que ainda só vivemos um pouco do que temos para viver. Ousamos até pensar que os "amo-te" e os "quero-te" são para os momentos indicados. Que as demonstrações de afecto não podem ser desperdiçadas nas banalidades do dia porque perderão o sentido.
Mas quando dermos conta, os sorrisos enevoaram-se, os abraços perderam-se e as palavras...as palavras ficaram por dizer.
E aí pensamos: "Porque é que não disse? Porque é que não fiz?"
A vida é injusta, é. Mas nós também o somos para connosco e para com os outros.
Não vamos ter tempo de nos despedir de todos aqueles que entraram na nossa vida (e talvez acabaram mesmo por sair). Não vamos porque vamos sempre pensar que amanhã eles estão aqui. Vão estar, vão sempre estar!
Sei que falar é fácil, fazer é difícil. Mas só peço que, tal como eu, tentem...
Briguem, discutam, batam portas e levantem a voz. Mas saibam pôr o orgulho de parte e pedir perdão. Saibam perdoar. Abracem mais. Prolonguem os beijos. Não desperdicem as oportunidades.
Vivam com o encanto do primeiro dia e a saudade do último das vossas vidas.
Não pensem que podem perder tempo, porque não é possível perder algo que nunca tivemos. Aproveitem aquilo que vos é dado e não se esqueçam...estamos aqui apenas de passagem.

(Aos meus pais, aos meus irmãos, ao resto da minha família, aos meus amigos, aos meus professores, aos meus colegas, e a todas as pessoas com quem tenho tido o prazer de me cruzar nesta minha passagem: OBRIGADA!)Mas quando dermos conta, os sorrisos enevoaram-se, os abraços perderam-se e as palavras...as palavras ficaram por dizer.
E aí pensamos: "Porque é que não disse? Porque é que não fiz?"
A vida é injusta, é. Mas nós também o somos para connosco e para com os outros.
Não vamos ter tempo de nos despedir de todos aqueles que entraram na nossa vida (e talvez acabaram mesmo por sair). Não vamos porque vamos sempre pensar que amanhã eles estão aqui. Vão estar, vão sempre estar!
Sei que falar é fácil, fazer é difícil. Mas só peço que, tal como eu, tentem...
Briguem, discutam, batam portas e levantem a voz. Mas saibam pôr o orgulho de parte e pedir perdão. Saibam perdoar. Abracem mais. Prolonguem os beijos. Não desperdicem as oportunidades.
Vivam com o encanto do primeiro dia e a saudade do último das vossas vidas.
Não pensem que podem perder tempo, porque não é possível perder algo que nunca tivemos. Aproveitem aquilo que vos é dado e não se esqueçam...estamos aqui apenas de passagem.

(Aos meus pais, aos meus irmãos, ao resto da minha família, aos meus amigos, aos meus professores, aos meus colegas, e a todas as pessoas com quem tenho tido o prazer de me cruzar nesta minha passagem: OBRIGADA!)

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Se queres ter um Excelente Ano de 2012...tens BOM REMÉDIO!

video

Revê-se o ano que agora termina e faz-se a devida avaliação ao mesmo tempo que se prepara o próximo ano.
Muitos projetos, muitas ideias...que 2012 vos sorria tal como a mim, e o que me desejarem desejo-vos a dobrar.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Esta coisa de gostar de alguém

"Esta coisa de gostar de alguém não é para todos e, por vezes – em mais casos do que se possa imaginar – existem pessoas que pura e simplesmente não conseguem gostar de ninguém. Não é que não queiram – querem! – mas quando gostam – e podem gostar muito – há sempre qualquer coisa que os impede. Ou porque a estrada está cortada para obras.. Ou porque sofremos de diabetes e não podemos abusar dos açucares. Ou porque sim e não falamos mais nisto.

E muitas das vezes, sabendo deste nosso problema, escolhemos para nós aquilo que sabemos que, invariavelmente, iríamos recusar. Daí existirem aquelas pessoas que insistem em afirmar que só se apaixonam pelas pessoas erradas. Mentira. Pensar dessa forma é que é errado, porque o certo é perceber que se nós escolhemos aquela pessoa foi porque já sabíamos que não íamos a lado nenhum e que – aqui entre nós – é até um alívio não dar em nada porque ia ser uma chatice! Do mesmo modo que no final de não sei quanto tempo de relacionamento há o hábito generalizado de dizermos que aquela pessoa com quem nós estamos já não é a mesma, quando por mais que nos custe, é igualzinha. O que mudou foram as expectativas que nós criamos em relação a ela.

O que é díficil – dizem – é saber quando gostam de nós. Saber quando gostam de nós? Isso é o mais fácil porque quando se gosta de alguém não há desculpas nem “ ai que amanhã não dá porque tenho muito trabalho”, nem “ ai que hoje era bom mas tenho outra coisa combinada” nem “ ai que não vi a tua chamada não atendida”. Quando se gosta de alguém – mas a sério – não há nada mais importante do que essa outra pessoa. E sendo assim, não há sms que não se receba porque possivelmente não vimos, porque se calhar estava a passar num sítio sem rede, porque a minha amiga não me deu o recado, porque não percebi que querias estar comigo..

Quando se gosta de alguém temos sempre rede, nunca falha a bateria, nunca nada nos impede de nos vermos e nem de nos encontrarmos no meio de uma multidão de gente. Quando se gosta de alguém não respondemos a uma mensagem só no final do dia, não temos hipotéticos acidentes de carro, nem nunca os nossos pais se sentiram mal a ponto de nos impossibilitarem o encontro. Quando se gosta de alguém, ouvimos sempre o telefone, a campaínha da porta... Quando se gosta de alguém – e estou a escrever para os que gostam - nada nos impede de estar juntos, porque nada nem ninguém é mais importante, do que nós."

Fernando Alvim

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Um devaneio espontâneo mas sentido

A respeito da Praxe, da DG, do estado do País e da Greve de hoje, numa discussão (saudável, para quem ainda dúvida que existem!) sobre o tema, escrevi o seguinte numa rede social:


" eu sou suspeita a falar no assunto. porque ja tive milhares de discussões sobre isto.
tenho orgulho de ter sido estudante de Coimbra. tenho vergonha de me ter oprimido perante uns "badamecos", desculpem a expressão, que adquiriram o estatuto de "Dr" graças à sua "inteligência" visível no número de reprovações que nem se quer sabem a história daquilo que envergam.
quando comecei a ganhar coragem, levantei a voz e disse "basta!". não disse "basta" à Praxe. porque felizmente, na minha faculdade, é mesmo de integração.
disse "basta" a toda aquela ignorância dos "Drs".
Não sabiam a História da Praxe. Não sabiam a origem do Traje.
Não sabiam se quer que a Cabra (ai minha Cabra!) não era um estado alcoolico!

Pedi-lhes para sentirem Coimbra,
puseram-me de 4 no chão.
Pedi-lhes para viverem Coimbra,
deram-me uma cerveja para a mão.
Perguntei-lhes que festa era aquela,
mostraram-me corpos tombados no chão.
Perguntei-lhes pelo espírito académico,
mostraram-me o extracto da Associação.

Custa-me tanto ter nascido, vivido e estudado numa Cidade onde o Amor se fez "com a linda Inês", onde a Despedida é mais que um Adeus, é um eterno volto já...onde as Capas Negras são de Saudade de momentos aqui vividos, e não símbolo de autoridade de quem nem se quer sabe que uma serenata ao luar é das coisas mais tristes e ao mesmo tempo bonitas que alguém pode escutar.
Fico inspirada no que toca a este assunto. ai!"

terça-feira, 1 de novembro de 2011

E quando o passado te embacia a visão do futuro?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Vamos brincar ao amor?

Entortas o coração, perdes-te em desejos...e não raciocinas.
Brincas ao amor por um instante.
Como uma criança, anseias que aquilo não termine nunca. Mas apercebes-te que já não és assim tão pequeno, quando em vez da hora de dormir, chega o momento de acordar...quando a certeza de veres o teu companheiro de jogo é substituída pela dúvida de um contacto no dia seguinte...quando a lei do "quem desarruma, arruma" já não se aplica e o teu coração fica um caos!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Déja vu

Ela não queria saber. Não queria entender. Não queria viver. Viver na constante mutação que a palavra amor injecta na nossa vida.
Para quê abrir o coração? Deixá-lo exposto. Vulnerável a qualquer ataque mais ou menos certeiro de um ou de outro (des)conhecido.
Optando pelo caminho mais camuflado, escondia sentimentos nas aventuras que decidira ter.
Nunca havia sido pessoa de grandes diversidades, e talvez esse fosse o maior problema que a assombrava. Podia agarrar-se. Agarrar-se de tal maneira a todo aquele turbilhão de sentimentos, que só no clímax da cena tomava consciência do erro que estava a cometer...tarde demais! O virar costas já custava. O silêncio magoava. E o desprezo era arma mortífera de um crime que ela mesma protagonizava vezes e vezes sem conta.
Dona de si mesma, sempre segura. Mas aquilo era como um ciclo vicioso de onde, uma vez lá dentro, não conseguia sair.
Por vezes, um novo desafio era a cura para toda aquela excitação acalmar. E lá ia ela...lançava-se ao desconhecido, e voltava a emaranhar-se em grande confusão.
Não era pessoa de ir longe demais. Não lhe convinha. Era contra os valores que defendia. Mas no que tocava ao coração...bolas! Era da mais frágil jogadora.
Com o tempo foi aprendendo que na vida nem sempre se ganha. Ou no seu caso, nem sempre se perde.
E do caminho percorrido fez músculo para suportar o que o futuro lhe podia reservar.
Mais fria. Mais cautelosa. Em vez de um só trinco, bloqueou por completo todas as formas de ser atingida naquele seu pequeno pedaço de si mesma que outrora conseguia bater tão rápido e fortemente por alguém. Não. Porque volta e meia, julgava que ia ser diferente. Que "desta vez é que é"! No entanto, já não era apenas um déja vu.

sábado, 4 de junho de 2011

Partir e deixar tudo para trás...just like that.

As voltas que dou com o meu próprio pensamento já não resolvem a confusão onde me sinto metida.
Como se de facas se tratassem, as memórias atraiçoam-me a visão de futuro.
Não consigo sentir o chão por muito que lá tente colocar os pés. Sinto-me pequena perante tanto desequilíbrio. É como se não me tivesse onde agarrar, porque todos os suportes que outrora usei, acabaram por ruir...duma ou de outra forma.
Nem sempre fui assim. Nem sempre tive a dificuldade elouquente de transpor o "pé atrás" para a frente. Mas o que agora sou é de uma tal liberdade que me atrevo a não ter de caminhar para me sentir voar. Fui construindo as minhas próprias asas, passo a passo.
Sinto-as preparadas a bater. Mas creio não ter descoberto o combustível que as fará permanecer no céu.
Um pouco de vontade. Atrevimento. Aventura. E enorme dose de confiança.
Onde fica a parte do coração que aos outros diz respeito? Aquela parte que se foi enchendo e esvaziando a ritmos alucinantes. Ahah! Rio que nem louca desta sucessão de acontecimentos...como é possível sermos tão fortes e no entanto tão fracos para nos deixarmos enganar pelos outros?
Então esse pedaço de coração nem devia ser preocupação. Qual altruísmo qual quê? Autismo de vez em quando parece-me solução.
Não é o que fazemos? Cada um olha por si e o que vier por acréscimo "está-se bem"?
Receio. Se com 21 já vi, senti e vivi o que até agora me foi proporcionado, o que mais por aí virá?
Bem que me tentaram cegar ao fazer de mim gato sapato. "Dura por fora, coração de manteiga por dentro". Foram tantos e tantos aqueles que, se apercebendo disso, me usaram para o seu mais bem precioso: vida.
E agora? Não posso por e simplesmente pegar em tudo o que até aos dias de hoje conquistei, separar vagarosamente em cima da cama, e optar por umas coisas em detrimento de outras. Depois meto-as numa mochila e levo comigo? O que é essencial? O que não é? Conto eu? Contam os outros? Não cabe tudo o que gosto. Não cabe se quer o que posso vir a gostar.
Posso ter muitos defeitos, mas sei quando me sinto preparada para enfrentar um batalhão de obstáculos. Mas só me sinto apta dia sim, dia não, dia sim, dia não...!
Entro diversas vezes em looping mental. E acredito que o colapso não está longe de acontecer.
Já aconteceu uma vez. E eu sei, eu sei que vai voltar a acontecer. Quer eu queira quer não.
Já parti uma vez, vontade não me faltará para voltar a partir. E que desse verbo não venha o que lhe está associado: quebra.
Como já veio. Mas será que veio mesmo? Ou não tive eu coragem suficiente de me fazer à vida e parar de pensar que posso tomar os antídotos do País das Maravilhas que dizem algo como "bebe-me que cresces" ou "come-me que diminuis". Ou é ao contrário? Que importa?
O eterno problema da Terra do Nunca a ele associado comprometeu-me as decisões.
Mas nunca é fácil veres-te entre a espada e a parede. Nunca será fácil partir e deixar tudo para trás.

terça-feira, 12 de abril de 2011

E se voltar a sentir mais do mesmo sem ser o mesmo?

Idealizamos as coisas de acordo com as nossas experiências de vida. Boas ou más, todas contribuem para nos ajudar a edificar ideais normalmente perfeitos, a nosso ver.
E durante muito tempo tinha em mente que aquela pessoa era a tal. "The only one", you know. My soulmate e outras expressões bonitas que em inglês ficam sempre melhor.
Neguei cupidos e escapei-me daquilo que considerava ser uma prisão sentimental...o amor.
Nem se quer punha a hipótese de voltar a amar. Esse conceito era completamente repugnante. Os filmes românticos enjoavam-me. E as músicas de fazer corar foram substituídas por batidas alucinantes onde a única letra que ouço é a dos meus pensamentos. A família era porto de abrigo e os amigos passaram também a ser barreira contra dias de introspecção profunda.
Até ao dia em que me senti "apta a seguir em frente. Até a uma próxima vez..". Se por um lado custou, por outro libertou. Foi como voltar a ver o sol após anos de escuridão. Só que em vez de doer nos olhos, doeu no coração.
Tenho aprendido a viver com esta nova realidade. Juro que pensei ser impossível viver sem ninguém no coração. Mas o tempo ajuda. E se ajuda!
Agora? Agora pareço uma criança que não sabe lidar com as emoções. É tudo tão novo. É tudo tão mágico e tão bom outra vez!
Aquelas borboletas na barriga. Aqueles olhares de lado a medo. Um pequeno toque. O corar que só nós sentimos. O medo de tentar. O medo de errar. A impaciência de sentir. A ansiedade de avançar. O receio da rejeição. Um tornado de sentimentos com os quais já lidei mas pareço ter esquecido.
Sei que nunca será a mesma coisa. E por isso talvez não saiba lidar com isto outra vez. E pergunto: se não tivesse sofrido como sofri, as coisas agora seriam assim?
Não sei...! É certo que as pessoas não vêm catalogadas com todos os seus defeitos e qualidades expostos em tópicos. Mas o pézito atrás está lá sempre. Agora menos preso...e ainda bem!
Perdido o medo de voltar a amar, há que correr riscos. Começar pela paixão e deixar que a intensidade do envolvimento flua e faça o resto.
É tão bom voltar a sentir tudo aquilo que um dia julguei que só ia sentir quando te conheci. Mas não. Já não és tu. Há-de ser alguém que mereça o meu coração. Alguém que me faça perceber porque é que as coisas contigo não resultaram. Alguém...

Até a uma próxima vez...

Eram turbilhões de emoções que não sabia descrever, apenas sentir. O coração fazia cócegas no estômago e a pele arrepiava ao sentir os teus lábios nos meus. O meu corpo moldava-se ao teu e encaixavamos por fim.
Se o tempo parecia não passar nos dias em que ansiava a tua chegada, corria quando estavamos juntos.
Sem ti nada fazia sentido. Não podia se quer imaginar não te ter. Seria como não conseguir respirar. Não conseguir viver. Morrer.
Mas as certezas não são eternas, e o "nós" também não foi excepção.
Tentei enfrentar a expectativa de sermos um, mas a dor no peito era imensa. Os gritos já não me ajudavam e as lágrimas ardiam nos olhos inchados durante insónias contínuas.
As palavras dos outros doíam porque a voz não era a mesma. Não. A voz não era aquela. Aquela que eu tanto ansiava ouvir. Nem a voz, nem as palavras. Onde estava o "amo-te" de outrora? Onde estava o desejo de me querer só para si? Onde estava o abraço com a forma do meu corpo?
Perdeu-se.
E se outrora cruzava os dedos e desejava, juntava as mãos e rezava, dormia e sonhava com o momento de te reencontrar e não "nos deixarmos mais"...a realidade espancou os meus anseios e atirou-os ao chão, espezinhando tudo aquilo que até aí eu sentira.
Doeu tanto! Doeu tanto juntarmos os lábios e o coração não sentir isso. Eram apenas uns lábios. Assustei-me. Assutei-me de verdade e fiquei perplexa a olhar para ti.
Era aquela a resposta à minha vontade de te ter de volta? Uma resposta sem sentimento? Sem....amor?!
Se senti o coração palpitar, foi de medo! O que era aquilo? Estava contigo! Eras tu! Aquela pessoa! Não era suposto sentir o corpo tremer e fervilhar de felicidade? E o lugar? Já ali tinha estado. Contigo! E agora? Porque é que estava a ser tão diferente? Porque é que as emoções não eram as mesmas?
Beijei-te de novo na esperança que me devolvesses o amor que sentia. Mas não. Não havia mais amor. Apenas o carinho por alguém que um dia foi tanto na minha vida.
E se eu pensava que perder-te tinha sido triste, cruel. Perceber finalmente que já não te amava foi...estranho. Um misto de felicidade e tristeza.
Agora sim. Estava apta a seguir em frente. Até a uma próxima vez...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Correspondes?

Dizes que não queres mas ages como um viciado na minha atenção.
Alimentas-te das minhas palavras, questionas o meu percurso e atormentas-me se digo ou faço o que consideras errado.
És tal e qual um yô-yô num sobe e desce constante.
Verdade é que também tento manipular a corda que te puxa...mas se não deixas, pára de vez.
Arranja um motorzinho e põe-te a andar!
Crias expectativas onde elas nunca poderão existir. Falsas esperanças que fazes questão de desmuronar 2 segundos depois com palavras que eu não quero ouvir mas tu teimas em proferir.
Assim cansas-me. Fazes gato sapato da minha paciência e ela acaba por se esgotar.
Depois queres correspondência aos teus desejos manhosos. Está bem. Se queres um corpo para obter prazer, o meu não está à venda, nem se aluga...muito menos se empresta.
Tens o meu corpo para amar. Dia e noite.
Podes abraçá-lo. Acarinhá-lo. Desde que com sentimento, ele a ti te retribuirá.
Faz por conquistar o meu coração e, acredita, a cabeça deixará que entres na minha vida sem mais complicações.
Prometo, prometo, prometo...acabam-se as acusações, os berros, os devaneios irritantes, os filmes produzidos no imaginário do meu pensamento. Confiamos um no outro e vamos os dois. Juntos. Mas de mão dada.
Promete-me isto...e dou-te o mundo.
Mostra-me isto, faz com que eu me sinta "uma num milhão" e garanto-te por tudo o que mais amo nesta minha simples vida...que vou amar-te até mais não.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Ano Novo, Vida Nova

Dizem, de peito cheio para marcar a convicção: "Ano Novo, Vida Nova".

Poucas horas antes do fim peguei então no meu notebook (em inglês sempre pareceu ter mais sentido de utilidade) e coloquei em tópicos o que me pareceu ser o mais importante do ano que acabava: eliminei amigos. adicionei conhecidos. terminei o curso. andei de férias durante quase um ano. descobri o Porto. apaixonei-me. entristeci. tomei decisões. etc.

Passei então às novas metas: fazer o 1º ano de mestrado sem problemas. ir para o ginásio ou fazer qualquer coisa para combater o meu ridículo sedentarismo. etc.

Não me pareceu grande a diferença.
Mas no meio de tanta introspecção e reflexão apercebi-me que tinha um ano a mais que no ano anterior. E que em 2o11 teria ainda mais um. E assim sucessivamente.
Arrepiei de sentir a vida a passar por mim a alta velocidade.
Sorri por estar a aproveitá-la da maneira que me apetece.

O jantar foi posto na mesa. A tv marcou o ritmo do adeus e voilá: FELIZ ANO NOVO !

Adeus a quem não mais importa. Olá a quem tem de fazer por importar.
Quero saúde, felicidade e...se não for pedir muito, um bocadinho de amor este ano por favor.
Se não puder ser, aguardo então pelo ano do "fim do mundo".

Um novo ano. Uma pessoa diferente todos os dias. Que aprende com a vida que leva. Com as pessoas com quem se cruza. E que sobretudo, tenta gostar de si mesma a cada momento que passa.

A um amigo irmão: creio que é este ano que estarei apta a dizer que me apaixonei por mim mesma e pela minha vida.
Do fundo do meu coração, obrigada a quem tem valido a pena. E obrigada a quem deixou de valer por me ter ensinado que a vida é efémera demais para me preocupar com pormenores que, na verdade, não são pormenores susceptíveis se quer de ser notados.

EXCELENTE ANOS PARA TODOS!

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Não quero isto para a minha vida...mas é algo que me completa de tal maneira que, o simples facto de ser errado, me puxa a prosseguir o caminho que mais obstáculos me parece ter.
Bem que posso ralhar comigo mesma e refilar por já saber a asneira que vai dar, mas sentir-me-ei bem enquanto puder escolher o que fazer.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Uma única certeza no meio de incertezas infinitas

Não tenho idade para grandes responsabilidades.
Não tenho idade para imaturidades.
Estou na idade do entre-linhas.
Na idade do sonhar, querer e fazer por isso.
Na idade de me sentar e esperar que as coisas aconteçam, venham ao meu encontro.
Estou na idade de viver grandes paixões, sofrer e aprender com isso.
Estou na idade de quem já teve um grande amor e não acredita em posteriores.
Não quero trabalhar.
Não quero estudar.
Só quero dormir e acordar no dia seguinte para voltar a adormecer.
Quero fugir a decisões arriscadas.
Quero arriscar e tomar decisões incertas.
Quero trabalhar muito.
Quero estudar imenso.
Quero crescer.
Não...prefiro antes ficar na minha Terra-do-Nunca.
Não, se calhar...

É tempo de me situar.
Perceber o que quero. Para onde devo ir e o que pretendo fazer.
E ao mesmo tempo...sonhar para me distrair e nem pensar se quer.

Só tenho uma certeza nesta vida...é a de que agradeço estar viva para poder ter estas incertezas.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Voltei a provar do mesmo.
A viver a história da mesma maneira.
A minha cabeça absorveu exactamente as mesmas palavras de outrora, proferidas agora por outra boca.
E os meus olhos verteram, da mesma maneira, a dor que senti ao interiorizá-las.

Voltei a ser o mártir.
Voltei a não saber usar as armas que fui criando.
Mas voltei...o importante é isso. É ter voltado depois de sonhos e expectativas criadas, por muito em vão que fossem. É ter voltado à crua e dura realidade que sou só alguém que tem de ser feliz por ela própria.

Seja feita a vossa vontade!

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Controvérsias

Somos tanto e tão pouco.
Somos tudo em nada.

Ambicionamos o que não podemos.
Perdemos o que temos.

Arriscamos demais pelo pequeno.
Escondemo-nos do grande.

Avançamos na estrada de alcatrão.
Recuamos no caminho de terra.

Acreditamos possuir a verdade e a razão.
Somos hereges em relação a nós próprios.

Queremos. Podemos. Temos.
Sorrimos. Vivemos. Acreditamos.
Gostamos. Amamos. Sentimos.

Medo. Perguntas. Anseios.
Dúvidas. Incertezas. Prudência.
Desequilíbrio. Desconfiança. Derrota.

Construímos a nossa história julgando que a base é tão linear...
Somos simples peças de puzzle que teimam em não encaixar.

Raios! Ainda não fomos capazes de dizer "Então e eu?".
Vivemos à margem do que sonhamos.
Estereótipos de construção familiar são mais bem vistos que o sucesso pessoal por mérito próprio.

Não há verdade absolutas. Mas creio só podermos ser felizes como um "nós" quando cada um de nós for capaz de ser feliz como "si" próprio.

Abdicar tem de ser prioridade.
Não se pode percorrer dois caminhos ao mesmo tempo.
Não se constroem castelos em areia seca.
Não caminhas lado a lado num caminho onde tens de encolher os teus braços para poderes passar.
Não vês tantas estrelas no céu quanto as que gostarias.
Nunca vais ser capaz de te superar a ti mesmo enquanto te prenderes a alguém para obteres "your own happiness".

Os outros são combustível da tua vida...o motor és tu.
Tu decides trabalhar ou não com certo e determinado gasóleo. Certa e determinada gasolina. Certo e determinado gás.
Consoante as tuas escolhas trabalharás de determinada maneira.

E um dia vais parar.
E não vais ter tempo de olhar para trás e mudar o teu trajecto.
Optas na hora. Se não optas, adias a escolha. E se adias...não andas. Não avanças.
Ficas imóvel enquanto os outros passam todos por ti. Vês e sentes o mundo a avançar sem te poder puxar com ele.

As escolhas és tu que as fazes.
Opta por ti mesmo enquanto podes para poderes escolher quem queres que te acompanhe.

Para um dia perguntares:
Se de cada vez que partes levas tanto de mim...quanto tempo demorarei a desaparecer?

E responderes:
Regenerar-me-ei eternamente.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Carta a um amigo sem rumo

Tens caído num abismo sem fim. Os dias passam por ti e tu teimas em não reagir.
Entre jogos de computador e filmes pornográficos, passas o dia enfiado naquilo que consideras ser o teu mundo.
As quatro paredes já não te incomodam. Nem as sentes apertar o ar que respiras que, de tantas substâncias misturadas, desfocam-te a vista.
Por cada cigarro que acendes, por cada desconhecida que consomes, afundas o teu ego numa teia de falsas sensações.
Desististe de lutar e deste-te por vencido contra ti mesmo. Não te vou chamar de fraco outra vez. Não te vou levantar a voz e derramar lágrimas enquanto te suplico para que reajas. Afirmas ser o que demonstras ser...falhado. Da tua boca já ouvi as coisas mais estapafúrdias, mas nem sabes como doeu fingir que não me incomodaram as palavras "sou assim, não consigo mudar".
Já me questionei tantas vezes o porquê do caminho que decidiste escolher. Já me castiguei por não ter forças suficientes para te levantar do chão.
Mas se achas que o que vives te dá asas para seres feliz, não tenho como lutar contra isso. Nem direito tenho, quanto mais!
As palavras estão gastas. Os sentimentos partidos em cacos que não consigo encontrar.
Os momentos que crias são peças de puzzle que não encaixam no meu modo de ser e viver. Nem vida considero aquilo que tens.
És um mero boneco inanimado comandado pelos teus instintos mais banais.
Segues sempre a via mais fácil. Arrastas contigo um corpo sem alma. Sem vontade.
A música já te acompanha diariamente, mas em nada interiorizas o seu significado. Também...palavras de desânimo e caos? A força em ti já não tem definição. Perdeu-se.
E entre o "não vale a pena" que teimas em repetir, e o teu ar caótico e disfigurado, vais afastando o mais bonito de ti...tu próprio!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Egoismo

- Não encontro explicação...é mais forte que eu!
- Controla-te. Se calhar podias começar por aí, não?
- Eu tento. Mas sabes, é como se a vontade me percorresse o corpo e eu andasse num vai e vem psicológico, num querer e não dever, num poder ter e saber que não devo...
- Achas que é errado?
- De certa forma...
- Então con-tro-la-te!!
- Prometo que vou tentar...
- Não digas, age!
- E se caio em tentação? E se a vontade ganha à razão?
- É um risco que tens de correr.
- Tenho?
- Opá...de certa forma, sim tens.
- Tu achas que é errado. Não sei...tudo isto. Estarei eu a entrar por caminhos que não devo?
- Isso depende dos valores de cada um. Mas eu ia jurar que, pelo menos, não gostavas de estar na outra posição.
- Ora essa! Claro que não!
- Então fazes aos outros o que não gostavas que te fizessem a ti?
- Tens de ser sempre assim?
- Oi? Assim como?!
- Arranjar sempre argumentos contra as vontades incontroláveis que sinto...
- Se calhar é porque as tuas "vontades incontroláveis" não são de todo minimamente coerentes com o que é chamado de CORRECTO...boa?
- És, és mesmo sempre assim...
- Bolas. Só digo o que acho..
- Posso ser egoísta? Posso pensar um bocado em mim? Só desta vez. Posso?
- Poder podes, se calhar não deves.
- Posso não ligar ao que a sociedade acha? Por um bocado! Vá lá, deixa-me.
- Não tenho que deixar nada...a vida é tua!
- Boaaaaaaaa! Era aí que queria chegar! É...MINHA! Faço o que quiser dela, correcto?
- Sempre te disse isso. Agora, não esperes é que te apoie neste tipo de situações. Ao fazermos mal aos outros estamos só e apenas a arranjar lenha para nos queimarmos!
- Olha, é o seguinte...eu não devo nada a ninguém. Se há aqui alguém que tem de dar justificações não sou eu. Correcto?
- Sim, nisso tiro-te o chapéu.
- Então vou deixar levar-me pela minha vontade. Vou deixar seduzir-me pelos meus desejos. No dia em que der para o torto...acabou-se a brincadeira.
- Oxalá não dê para o torto. Oxalá!
- Hoje apetece-me. Amanhã? Logo se vê...! Mas adianto-te desde já que se me apetecer, não faço pretensão de abdicar da satisfação dos meus desejos.
- Se és e estás feliz assim...
- É. Sou. Estou bem. Já estava na hora de pensar um pouco mais em mim...

quinta-feira, 22 de abril de 2010

She's moving like a...

Vês quem te rodeia...começas a sentir o teu corpo a ser invadido por algo que inexplicavelmente te controla.
O balanço é inevitável...os pés começam a soltar-se. E com eles os braços. A tua mente viaja e o chão é todo teu.
Os ombros seguem um ritmo que não consegues explicar. A tua mão eleva-se e passas os dedos entre os cabelos, girando a cara ligeiramente para trás.
Começas a sentir-te observada e a vergonha quer-te fazer parar.
Mas não consegues. Incontrolavelmente mexes-te a um ritmo alucinante. A tua cintura parece soltar-se e as tuas ancas marcam firmemente o que estás a sentir.
Os teus olhos fecham-se. Agora só importas tu...longe dos olhares que se colaram nos teus movimentos como se te quisessem possuir.
O chão? Esse já vai longe. Imaginas. Voas. Sentes.
Não percebes se o teu coração está mais acelerado que a batida da música que te faz mover. Nem tens que perceber...porque tanto a batida de um como a de outro são as que te fazem viver!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Há musicas que dizem tudo...

Acabou, não interessa o que falhou
E não me interessa o que não mudou
Eu e tu sabemos o que se passou
Falei, tentei, expliquei
Prometeste-me e eu esperei
Magoaste-me eu perdoei
Foi mentira mas acreditei
Custou, mas acordei
O amor é uma merda, agora sei
Percebe, desejo-te tudo de bom
A última coisa que tenho pra ti é este som:


Porque: Por mais que custe, eu vou ser capaz
Juro a mim mesmo não voltar atrás
Vou ter saudades mas tu não vais saber
Vou pensar em ti até te esquecer
Acabou, acabou, sim acabou
Acabou e não quero mais
Acabou, acabou, sim acabou
Acabou e não chores mais


Não há dor nem desgosto que o tempo não cure
Se eu amei e acreditei que ninguém me censure
Fiz o que pude agora mudo de atitude
A vida não para, tou vivo a só peço saúde
Não estava escrito, está tudo dito
Se perguntarem por mim diz que tá tudo bem
Que não deu certo mas que a culpa não é de ninguém
Só é quando tiver que ser
Vou pensar em ti até te esquecer
Life goes on
I'm still here
But the love is gone
Não me apanhas nem ao telefone
Para me teres outra vez só se for um clone
E quando me vires na rua sorri, mas continua


Porque: Por mais que custe eu vou ser capaz
Juro a mim mesmo não voltar atrás
Vou ter saudades mas tu não vais saber
Vou pensar em ti até te esquecer
Acabou, acabou, sim acabou
Acabou e não quero mais
Acabou, acabou, sim acabou
Acabou e não chores mais


Dizias que amavas mas não mostravas
Sabias que erravas mas nunca mudavas
Fizeste tudo errado e agora és passado
Respiro de novo este ar renovado
Mas tou bem, tou bem assim
Tu não, não és pra mim
Chegou, chegou ao fim
Se não me matou tornou-me mais forte


Por mais que custe eu vou ser capaz
Juro a mim mesmo não voltar atrás
Vou ter saudades mas tu não vais saber
Vou pensar em ti até te esquecer
Acabou, acabou, sim acabou
Acabou e não quero mais
Acabou, acabou, sim acabou
Acabou e não chores mais


Vou pensar em ti até te esquecer

[Boss Ac - Acabou (http://www.youtube.com/watch?v=O3MrAxMzRAc)]

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Há um ano...

Era uma vez uma História de Amor.
Não daquelas que acabam com um "viveram felizes para sempre", mas sim com um ponto final a 30 de Março de 2009.
Fez um ano...e tudo mudou. Sentimentos, lugares e pessoas.
Acrescentando um "cada"...a NOSSA História não acabou, porque apenas o final se transformou:
Cada um viveu feliz para sempre.


P.S.: Não me fazes falta...mas tenho saudades tuas* <3

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O coração parece rasgar. As lágrimas ardem na ferida que se abre, e os gritos escondem o desespero de quem tenta agarrar em vão o que partiu.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010


Os lábios mordidos por desejos incontroláveis
As mãos suadas de um controlo impossível de alcançar
A expressão de um olhar atrevido
Um suspiro que acaba sempre por escapar

Curvas onde os desejos crescem
Cheiro de quem anseia ser tocada
Arrepios desvairados de toques suaves
O serrar do punho ao som daquilo que mais anseia...

É a mais doce e sensual palavra...é Mulher.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Bem Vindos

Sentir o peito a rasgar...
Sentir os olhos a picar...
Afogar-mo-nos em lágrimas incessantes...
Querer gritar e não poder...
Agarrar a própria mão com a força de mil Homens...
Olhar para trás e ver que o que lutámos não foi em vão...só piorou a nossa situação.

Meus amigos, bem vindos à vida!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

É estranho olhar para o lado e querer ver-te comigo...
É estranho sentir um dos lados da cama frio e desocupado...
É estranho pensar no que fomos e um dia poderíamos vir a ser.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010



Ela apenas não percebe o quão maior é que muita gente...

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Que forças?

Se as forças em nós tendem a acabar, o que podemos nós fazer para continuar a lutar?
As lágrimas em vão, as súplicas constantes implorando por dias melhores.
De nada valem as palavras, e os sentimentos estão apagados com o foco do olhar no objectivo final.
Sabendo que já não possuo armas, nem métodos, nem meios, nem coisa alguma que me valha a pena usar...caio em mim. Na pura realidade da perda.
E mais perco por me sentir perdida no meio de alguém que não conheço. Alguém que mudou. Alguém que perdeu...e essa pessoa, sou eu.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Hoje quebrei todas as regras. Desprovi-as de sentido!
Despi-me de preconceitos e lancei-me à aventura.
Um recomeçar como se o passado já fosse longe e não voltasse nunca mais.
Senti o fervilhar das emoções. O corpo quente no frio que o inverno conserva.
As mãos geladas arrepiavam a pele.
E então eu disse:

Fica comigo mais um pouco!

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Estranho jeito de amar

Quanta bobagem
Tudo o que se falou
Me olho no espelho
E já nem sei mais quem sou

Quanto talento
Pra discutir em vão
Será tão frágil
Nossa ligação

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar

Falsas promessas
Erros tão banais
Mas ninguém cede
Nem pensa em voltar atrás

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar

Esquece esse jogo
Não há vencedor
O mesmo roteiro
De sempre cansou

Vou te amando
E me frustrando
E sobrevivendo
Por um fio

Mas tô aqui
Sem desistir
Volta pra mim

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Pra que que a gente tem que
Se arriscar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar

Não tem que ser assim
Tanto desencontro, mágoa e dor
Se é bem melhor
A gente se entregar

Então volta pra mim
Deixa o tempo curar
Esse estranho jeito de amar


[Sandy & Junior]

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Se da minha dor fazes motor de arranque da tua vida, espero um dia encontrar-te de colete posto e triangulo no chão.

Há coisas que não têm mesmo de ser...e há aquelas que acontecem porque tu as provocas.

Há a minha mágoa, a minha dor...e depois há a tua "inocente" pessoa que tende a aumentar o lado mais infeliz dos meus dias.

Não sei se te hei-de agradecer por um dia me tornares tão forte com essas tuas acusações, ou chorar por nunca ter sentido o que era a mais pura e verdadeira amizade vinda de ti.

De qualquer forma, as lágrimas que correm um dia secarão e aí...a tua hipótese morrerá!

domingo, 18 de outubro de 2009

Ainda bem que aconteceu!

Um sorriso com dentinhos de leite desaparecidos...um sorriso de janelinha aberta.
O mais puro "Amo-te" e a mais inocente das perguntas "porque é que és tão bonita?".
Um telefonema inesperado e um abraço espontâneo no meio do corredor.

Se há 7 anos eu soubesse que ia ser assim, a felicidade que agora sinto perderia parte do encanto que hoje em dia tem.

Sabe bem ter-te por perto, Henrique.
Obrigada por cada dia.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Adeus

Se por sentir julguei que as minhas asas se quebravam, sentindo de facto a dor de as perder caí redonda no chão.
As lágrimas turvaram-me a visão e fiquei cega ao vê-lo partir.
Tão e somente o "nunca mais" batia forte na cabeça.
Os gritos mudos ensurdeceram-me e o cheiro dele foi-se perdendo no ar.
O que outrora para mim era o mundo, não. O que outrora para mim era tudo. É isso, o que outrora para mim era tudo esbateu-se na certeza de que a perda seria fatal.
Não controlamos o destino, mas lutamos contra o desagrado que nele vemos. Lutamos até não termos mais força para tal. E ao esgotarmos essas forças, só temos uma hipótese...aceitar o adeus.

domingo, 14 de junho de 2009

E VIVEU FELIZ PARA SEMPRE!

Porque os contos de fadas nos fizeram esquecer uma verdade incontornável: valemos por nós, somos individualmente únicos e é connosco que temos de aprender a ser felizes!

O "viveram felizes para sempre" foi substituído:



E VIVEU FELIZ PARA SEMPRE!

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Quando gostamos de alguém, ficamos presos...até ao ponto de nos manipularem.
E nós fingimos que não percebemos.
Mas esse é o preço que temos de pagar para ficarmos com quem queremos.
E pagamos?
Sim. Porque esse é também o preço da felicidade.

sexta-feira, 15 de maio de 2009

Um cavalo.
Um cavalo e um carrossel.
Um cavalo, um carrosel e uma menina.

Uma ficha.
Uma ficha e uma vontade.

Alguém.

Uma volta.

Uma música.

Uma volta.

Mais uma.

Outra vez, por favor.

Rodopia.

Quase que enjoa.

Aguenta firme.

Fecha os olhos e grita.

A velocidade aumenta.

Stop!
Parou?
Não...está a abrandar.

Sobe e desce constantemente.

Voltar a agarrar, fechar olhos, sorrir e ouvir a música.

De repente...parou!

Porque paraste carrossel da vida?

Uma só ficha...uma só viagem!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Fiz mil e uma formas com os meus desejos e anseios.
Criei um milhão de expectativas em torno de um sonho inacabado.
Sofro pela perda da minha metade, recomposta agora tão e somente por mim mesma.

segunda-feira, 30 de março de 2009

Quando queremos ser fortes...é quando a fraqueza mais nos invade.
Queremos secar as lágrimas mas elas tendem a correr ao ritmo do bater do coração que já vai acelerado de tristeza.
A vida é feita de escolhas...de caminhos e obstáculos. Cabe-nos a nós aproveitá-la da maneira que podemos e sabemos.
Há sempre alguém que nos marca e pela qual teremos um eterno carinho.
Não digo adeus porque seria demasiado forte...Até sempre sabe melhor.
Obrigada por tudo...cresci TANTO contigo. Devo-te tanto.
O tempo tudo cura. Promete-me que cumpres o que te pedi? Por favor...
Um beijo,


Amo-te!

sexta-feira, 20 de março de 2009

A resposta correcta ao meu post do SEMPER FI:

" Dizem que o homem não pode voar, mas pode sonhar, porque quem sonha tudo pode. "

terça-feira, 17 de março de 2009

Depende de ti...

Cruzamentos feitos de riscos, em cordas bambas suspensas por suportes quebrados.
O equilibrio tende a falhar e não há mais a rede de amparo.
O que te quer atingir só atinge uma vez, mas dói que se farta. Tendes mesmo a perder o equilibrio e balançar de um lado para o outro.
Se não estabilizas, cais. Se caires, podes não te levantar mais.
Depende de ti...só de ti!
Não esperes a mão de quem supões ser apoio em horas de aflição.

A mesma mão que te pode puxar, também te pode empurrar!

Depende de ti...só de ti!

segunda-feira, 2 de março de 2009

"Com o tempo, você vai percebendo que,
para ser feliz com uma outra pessoa você precisa,
em primeiro lugar,
não precisar dela...
Você aprende a gostar de você,
a cuidar de você, principalmente,
a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas...
é cuidar do jardim
para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar
não quem você estava procurando...
mas quem estava procurando por você!"

Mário Quintana

sábado, 28 de fevereiro de 2009




Deixa-te contagiar...

E tu, já sorriste hoje?


Semper Fi!

"Prefiro viver cá em baixo com os pássaros que pensar se quer que posso voar" (resposta errada!)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Vidas

Depois de banho tomado e de toalha enrolada no corpo, é tempo de se aperaltar.
Enrolando os collants finos nas mãos, com o cuidado e delicadeza suficientes para não rasgar, enfia um pé e desenrola a meia de vidro pela sua perna acima. Primeiro uma, depois a outra.
Escolheu a saia mais bonita que tinha no armário. Um tom bordeaux para contrastar com a camisa branca.
De soutien já colocado, aperta então a camisa. Botão a botão percorre o peito até estar pronta.
Não sai de casa sem pegar no baton e suavemente o encostar nos seus lábios carnudos, dando-lhes um toque de vermelho vivo de paixão.
O eyeliner rasga-lhe o olhar...pura sedução!
Borrifa o pescoço e os pulsos...cheira.
O telemóvel toca. Olha mais uma vez ao espelho e respira fundo.
Atende, e num jeito já indefinido de tão habitual ser, a conversa repete-se:
- "...tem agora a Quimio."
- "Sim, eu sei. Obrigada."

Porque agradece Ela a sorte madrasta?
Só porque acordou o dia já valeu a pena.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão

Fernando Pessoa

terça-feira, 18 de novembro de 2008

Mais um devaneio!

Por míseros segundos ainda consigo imaginar-me assim...pequenina, rechonchudinha.
Cabelo na moda que agora repugno a olhar para as fotos de outrora. Trajes tão démodé que só me apetece virar para a mãe e perguntar "onde tinhas tu a cabeça?".

Hoje pergunto-me: onde tenho eu a cabeça?

19 exactos na passada terça. Olha! Faz amanhã uma semana. Que tristeza! Não tarda estou a passear pelos 20 com um canudo no currículo. "Deus te ouça Alexandra Isabel, Deus te ouça!".

Ai palavras de fé que tão bem acodem em momentos de aflição!
Tomara eu acudirem-me agora!

Sim, sou um ser minúsculo com a mania das doenças depressivas da idade. É isso. Quantos mais dias passam, mais o coração aperta.
E ao viver neste mundo...céus! Sacode a hipótese de ficar por cá! Cá...em Portugal. Vocês entendem! No mundo? Oh meus amigos, não há coisa mais certa que a morte.

Viver deprimida por isso? Não vale a pena!
Olhem, ainda no outro dia me aborreci estupidamente com uma coisa mais estupida ainda. Dei por mim a barafustar com tudo e todos. Murros intelectuais, pontapés e chapadas no myself. Até que...parei, pensei e desfiz-me em risos.
Chamam-lhe dupla personalidade. Eu cá continuo a achar que é só uma maneira de ser eu mesma mascarada de outros.

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Era perfeito!

"A coisa mais injusta sobre a vida é a maneira como ela termina. Eu acho que o verdadeiro ciclo da vida está todo de trás pra frente. Nós deveríamos morrer primeiro, nos livrar logo disso.

Daí viver num asilo, até ser chutado pra fora de lá por estar muito novo. Ganhar um relógio de ouro e ir trabalhar. Então você trabalha 40 anos até ficar novo o bastante pra poder aproveitar sua aposentadoria. Aí você curte tudo, bebe bastante álcool, faz festas e se prepara para a faculdade.

Você vai para colégio, tem várias namoradas, vira criança, não tem nenhuma responsabilidade, se torna um bebezinho de colo, volta pro útero da mãe, passa seus últimos nove meses de vida flutuando. E termina tudo com um ótimo orgasmo! Não seria perfeito?"

(Charles Chaplin)

terça-feira, 7 de outubro de 2008

"Rir é das melhores coisas da vida...e ainda é de graça!"

Ora nem mais Laurindo Filho! :D

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Se há coisas que me deixam fora de mim...são hipocrisias.
Para que é que hás-de fingir que gostas, quando só te apetece mandar tudo para bem longe de ti?
Não vale a pena lutares por aquilo em que não acreditas.
Não vale a pena fingires que queres muito daquilo que te repugna.
Vale a pena, sim...acreditares que és capaz.
Porque também não vale a pena substimares-te...há sempre alguém que o faz por ti e bem melhor do que alguma vez conseguirias fazer.

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

"Há sempre alguém que precisa do teu sorriso para ser feliz! Já viste o brilho que o mundo perdia se tu não o mostrasses?"

O meu muito obrigada Lili. Por isto, hoje já valeu a pena viver :)

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Game Over

A propósito da felicidade (inspiração para um outro devaneio do dia de hoje), aquilo a que chamamos de "férias" está quase no fim.
Foi o primeiro ano que as senti como um simples fim de semana ligeiramente prolongado.
Certo é que foi também a primeira vez que duraram apenas o mês de Agosto (lá está a velha questão da memória traiçoeira que se tenta sempre avivar alimentando-nos a saudade do tempo que já foi e não volta a ser!)...
Tenho quase a certeza de que, passando pelos radares, acusariam excesso de velocidade! Nem tive tempo de descansar...pelo menos sinto-me estourada! Agora precisava de um mês de férias das férias! Isso era excelente. Repousar a 100%...livre de preocupações assombrosas que nem nestas alturas me largam...é que passei grande tempo a pensar "tenho de aproveitar que não tarda acabam!". É lixado, mal e porcamente falando!!!
Enfim...há que suportar mais um dia, mais dois ou três...os que forem necessários. Se bem que, esqueçam o que disse...não há que suportar nada. Porque já que de felicidade anteriormente tentei falar, deixemo-nos de "suportes" e construamos as verdadeiras bases. Não há de facto que suportar nada...há sim que APROVEITAR.

És feliz?

Rodeada de Praga por onde quer que olhasse, pus-me a pensar "Sou feliz?".
Por mais voltas que desse à minha memória a resposta parecia estar envolta de uma tal mística que só o desejo de perguntar a outros superou a grandiosidade da confusão que eu própria gerei.
-Amor, és feliz?
(Silêncio)
E, um tanto ou quanto protegido pela sua própria maneira de ver a vida, respondeu-me de forma a que eu me pusesse mais uma vez a pensar.
Antes...era. Agora? Já não sou. "Tem dias!", respondeu alguém a esta questão que tomei como sendo a do dia. E a verdade é mesmo essa...tem dias.
A culpa não será propriamente nossa mas, de certa forma, acaba por ser fruto do tempo que passa por nós e que nós teimamos (e teimaremos sempre) em não aproveitar.
Já vivemos demasiado tempo a pensar no quão fomos felizes em épocas sem preocupações...aos 5/6 anos...quando terminamos a fase pré-escolar e a única coisa que sabemos fazer é VIVER UM DIA DE CADA VEZ.
Sinto-me a envelhecer a cada dia que passa. E se com quase 19 me sinto assim, tenho medo do que poderei vir a sentir com 40 ou 50 anos (se lá chegar!). Todos os anos, e cada vez que me lembro que prometi isto a mim mesma, tomo a decisão de VIVER UM DIA DE CADA VEZ. Sem pressas. Sem preocupações. Mas, infelizmente, a idade e a vida que fui criando já não me proporcionam essa filosofia. Tento entretanto adaptar-me às situações e aprender com o que se passa à minha volta e comigo mesma...
Mas tem sido deveras complicado manter-me calma e feliz.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

domingo, 22 de junho de 2008

Esforço colectivo

Hoje só quero dizer...que há certas e determinadas coisas, por nós julgadas impossíveis, que são tão facilmente tornadas realidade quando o esforço é colectivo.

Já agora...vale a pena pensar nisto.

(não?)

sexta-feira, 13 de junho de 2008

EUROmillions

Hoje apeteceu-me (re)virar um bocado a normal postagem deste blog (que também não é renovada há muito, mas enfim...).

Falemos de coisas bonitas enquanto é tempo de nelas se falar: Selecção.

Sou hipócrita ao dizer o que disse..."coisas bonitas"...
Não me tenho interessado pelo decorrer do Euro. E podem-me chamar o que quiserem, mas estabeleci prioridades na minha vida e ver 22 homens a correr atrás duma bola a serem observados por milhares de aficcionados que gritam com toda a força e emoção por um golo...nã! Essa prioridade não é minha, de facto.

Mas também não posso ser mais hipócrita ao dizer que não me "stresso" com aquele entra não entra da bola. Há que gostar do que fazemos cá dentro...em Portugal.

Confessemos..o Euro podia bem ser chamado de "manobra de distracção". Aproveitem agora os senhores governantes e enalteçam a imagem de marca Portugal.
É que garanto-lhes...o afundar do barco já vai a meio e ninguém chama as autoridades a intervir na salvação.

Aliás, há quem chame...mas as autoridades estão demasiado ocupadas a discutir no parlamento quem é mais animal que quem e se os de esquerda são mais tortos que os da direita.
Ridíííííííículo, não é?

Mas eu cá gosto é de ver as greves. Siga que a greve é solução!

Eu até que podia montar um negócio de cartomante...prevejo claramente o futuro. E mais! Até já adivinho quais vão ser as manchetes dos jornais! Vejamos a evolução:

Pescadores fazem greve e Governo cede à pressão.
Camionistas grevistas conseguem a negociação mais ou menos desejada.

Próxima notícia?

Cidadãos fazem greve à vida na tentativa de melhores condições desta!


(Gostaram do pormenor "desta"? Acho giro quando nos jornais vêm essas substituições mais ou menos correctas mas nem por isso deixam de ser foleiras!)


É que todos fazem greve, pescadores, agricultores, camionistas, professores. Portugal...o país da greve!

Gostava que os jogadores da selecção fizessem greve. AHAH! Havia de ser cá uma revolta do povo que isto ou se endireitava a bem ou o meu irmão em Setembro ia ter um livro de História com a Revolução de Junho de 2008 - "o início de uma anarquia descontrolada".
(o "descontrolada" foi mesmo de reforço!)

É pena não poder fazer nada quanto ao estado deplorável do nosso país...não conduzo, não posso fazer greve de abastecimento nas grandes gasolineiras (limito-me a passar 3 vezes por dia os 30 emails diferentes que chegam sobre isso). Não tenho profissão remunerada, logo não posso fazer uma greve que prejudique minimamente o país!

Deixar de ir às aulas? Paguei as propinas e ia fazer greve? Não ia mudar nada!

É mau de mais sentir-me impotente!

Apetece-me entrar para dentro da televisão, quando está a dar o parlamentoZECO, e mandar um berro "CALOU! Mas o que é isto? É isto que é melhorar a situação do país? Andarem-se a chamar animais uns aos outros? Andarem a ver que partido é que é mais apelativo? UNAM-SE! Trabalhem para aquilo a que se propuseram!".

Enfim...decididamente este pode nem ter sido um post "bonito", mas não há que calar quando ainda existe a liberdade de expressão neste paísZECO!

E quanto ao Euro...claro que quero que a Selecção de Portugal ganhe. Mas se não ganhar...também não há-de ser nada! O pior é que os pobres coitados dos jogadores ganham o salário mínimo nacional...isso sim é que é pior...não ganham o Euro, não ganham comissões para poderem ganhar os 1000€ mensais! o.O'

Ai por favooorr! Tirem-me daqui que eu já estou numa de alucinação...quero lá saber se eles ganham ou se perdem. O pessoal vai para os cafés beber uns copos...apoiar a selecção..é bonito de se ver!
Sejamos contentes e felizes enquanto tivermos razões para isso.
Viva a SELECÇÃO PORTUGUESA DE FUTEBOL!


(mas continuo a achar que eles deviam fazer greve!)

quinta-feira, 13 de março de 2008

O que é ser namorado de alguém?

A paixão diminui à medida que o tempo de namoro aumenta. É um facto.
Aquelas borboletinhas na barriga que nos faziam corar...aqueles momentos em que ficávamos sem jeito só pelo simples facto de em nós cair um olhar da pessoa a quem nos queriamos entregar.
Dávamos o que tinhamos. O que não tinhamos. O que podiamos e não podiamos. Dávamos! Recebiamos!
"Queres namorar comigo?"
"Sim"
Boa! Conseguimos. Meta atingida. Pura excitação!
Esperávamos tanto tempo por aquele momento...O Clímax da cena foi atingido!
Depois vivíamos num mundo colorido.

Mas com o tempo as coisas escurecem. Não que percam a cor, mas aquele amarelo vivo de sol, aquele verde alface, aquele rosa choque...puff! Esbatem!


Perdemos, muitas vezes, a noção do que é ser namorado. Amado, não. Porque continuamos a amar. Talvez não com a mesma intensidade, depende. De certo de maneira diferente. Não digo nem mais nem menos. De maneira diferente.
A paixão morreu. A chama ainda continua acesa, mas mais branda que nunca.
Tentamos atiçá-la mas faltam-nos as acendalhas.
Vamos desmoralizando e deixando que haja fumo sem fogo.


Então perguntamos...o que é ser namorado?
Sabem? Expliquem-me.


Outrora parecia tão nítida a diferença entre amigo e namorado. Mas e agora?


Diz-se: A condição básica para ser namorado é estar apaixonado. (falha logo aí. Onde está a paixão?)

Aquela condição em que ficamos tolos a fazer coisas tolas, mas muito felizes.

É sair de mãos dadas com o nosso amor, apanhar chuva e estragar os sapatos novos, mas não nos importarmos porque estamos com aquela pessoa do nosso lado.

É emaranhar os dedos no cabelo um do outro.

É rebolar na relva.

É colar pastilha elástica um no outro, emporcalharmo-nos todos na lama.

É brincar às lutas e às escondidas.

É olharmo-nos, seja propositado ou não.

É beijá-lo e de todas as vezes descobrir um novo sabor, uma nova sensação, embora com a certeza de que o conheceríamos entre muitas bocas.

É percorrer o corpo dele, brincar com os sinais, borbulhas e pêlos longos, descobrir coisas que nem ele sabia que tinha.

É sentir a voz dele, o cheiro, o sorriso e o olhar a km de distância, mesmo que seja em pensamento.

É convidá-lo para passear e perdermo-nos no tempo.

É rirmo-nos disso.

É implorar que o telefone toque e seja ele.

É não consguir desligar a chamada dele.

É desconcentrarmo-nos no trabalho e guardar aquela lembrancinha que nos faz lembrar dele.

É ficar chateada quando ele demora mais tempo do que planeámos.

É refilar com ele por isso.

É ouvi-lo dizer que não teve culpa.

É admitirmos que não teve mesmo e nós é que queremos sempre que chegue a hora de estarmos juntos.

É pedir desculpa e abraçarmo-nos no nada.

É ir tipo sardinha em lata no autocarro mas sempre com um sorriso por nos lembrarmos dele.

É receber mensagens obscenas dele e matarmos a nossa melhor amiga de inveja deixando-a só ler a primeira frase.

É fazer-lhe surpresas agradáveis.

É pensar o dia inteiro o que é que ele esteve a fazer.

É receber "amt" num prim prim de telemóvel.

É gastar os 1500 sms grátis com ele.

É ter ciúmes.

É odiar mortalmente aquela rapariga com quem ele teve alguma coisa ou lhe arrastou a asa, mesmo antes de nós o conhecermos.

É ver os sacrifícios que ele faz e os estratagemas que ele inventa só para poder estar um pouqinho mais connosco.

É comemorar o dia dos namorados, seja de que maneira for.

É fazer de todos os dias o dia dos namorados.

É termos uma música romântica nossa.

É olharmo-nos intensamente com desejo de pertença um para o outro, ao som da música.

É olhar para ele e lembrarmo-nos do edredom que nos aquece em noites frias.


É escrever este tipo de coisas, mesmo estando a chama mais branda. Porque "o amor existe" e está lá!

domingo, 9 de março de 2008

Nova elucidação

http://risomortal.blogspot.com/

Uma verdadeira elucidação para quem gosta de se rir com pequenas coisas.
Continuo a achar que se os portugueses tivessem sempre um sorriso (sorriso basta...já não digo riso!) para dar, era tudo muito mais feliz!

Fica um exemplo:

Uma formiga vai ao cinema e senta-se um elefante à frente dela, esta, que não consegue ver o filme, enerva-se, levanta-se e senta-se em frente ao elefante.
Vira-se para trás e diz: -É fodido, não é??

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Carta ao Menino Jesus

Menino Jesus,

não sei onde tens estado nas últimas semanas mas espero que não te tenhas esquecido de mim.
Escrevo-te agora, porque as lágrimas que me escorrem pela face já sabem o caminho de cor e salteado até cairem na camisola.
A impessoalidade hoje reinou. Há pouco, digo melhor. "Alexandra" crua e friamente saído da boca de quem as únicas palavras que proferiu foram de 'expulsão'.
"Ficamos assim?" "Sim, ficamos." - assim se resignou com a distância sentimental entre nós.
Os sentimentos vão cada vez mais ficando enevoados no meio de tanta dor que se lhes sobrepõe.
Venho assim pedir-te auxílio nesta caminhada que só agora começou. "Haverão grandes rupturas na sua vida" dizia o horóscopo deste ano. Mas acredito que tu não me vais abandonar. Estou certa Menino Jesus?
O amor dói demais...esforçamo-nos por manter aquilo a que durante anos chamámos de "relação" e de um dia para o outro, tudo se esvai em incertezas. A única certeza é só mesmo a dor de sentir a perda de quem amamos.
Ainda nada está perdido, mas eu sinto-o...mudou! E mudou de tal forma que eu não aguento este barco sozinha. Não sou de desistir...não me vejo a saltar borda fora e ouvir gritar "mulher ao mar, mulher ao mar!". Afinal de contas, o Capitão morre com o seu barco.
Menino Jesus...ajuda-me a acalmar as águas para que eu possa naufragar já nas areias quentes do paraíso.

Desta tua, não de sempre mas para sempre, amiga,

Alexandra Bigotte de Almeida

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Perante o que me atormenta

Sou tão pequena perante o que me atormenta...
As minha mãos já se cansam de tentar trepar pela superação de obstáculos. E tu...tu és tão grande que não te alcanço! Não sei se exijo demais de ti ou se és tu que me dá "demenos".
As lágrimas, essas não se cansam de escorrer pela minha face quando o coração se aperta e sente dor. É uma tal picada forte que dói mesmo quando não quero. Tento fingir-me de forte...mas volto a cair na apatia de ser pequena perante o que me atormenta.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Lira, obrigada!






É tão bom chegar a casa e termos um sorriso a receber-nos...seja ele de que raça for!

Entre parenteses

Não se assustem com o texto que se segue: "Natureza Humana II completamente enjoada".
Tenho apenas a dizer que o importante não é parecer...é ser!
Sejam vocês mesmos!
E hoje tá "buésdasol" e eu estou de férias...em casa!! Hilariante amigos...HILARIANTE!

Natureza humana II [completamente enjoada]

Provalvelmente, não sei. E mesmo que, com certezas soubesse, não divulgaria tal pensamento estipulado como erróneo pela sociedade onde me inseriram.
Lá fora comem-se vivos e vivem encarreirados num carril com enevoado poder de decisão.
Os esgotos são com todas as certezas mais limpos que o seu cadastro social, e a escarra que se solta do pensamento nojento de quem olha com olhos de quem quer ter e não tem (e nem pode!) deixa soltar pingos de desejo no crepúsculo do dia que já passou mais claro.
As paredes das ruas são cinzas lançadas pelos que, vivos, consumiram os outros até à morte.
"Cada um deu um pouco de si". Tão ingénuas que são as pessoas. Não conseguem ver? Creio não quererem ver pelo trabalho que dá. A tristeza escondida pelo botox da felicidade eterna já nem forças tem para se agarrar ao ódio. Soltam-se os dois...cada um para seu lado, fechando os olhos da verdade que só vê o que quer.
Cada rua percorrida, é uma porta aberta para o inferno vergonhoso de toda a gente.
"Tão boa pessoa!" é o que provavelmente todos dirão quando formos daqui para sabe-se-lá-onde. Mas no entanto, nem um pingo de si nos deram enquanto por aqui passámos. Afinal de contas, nós também não damos um pingo de nós com medo que a fresta se abra mais e a recuperação seja dolorosa.
Neste mundo o importante é parecer. Então assim vivemos, cada um, por si só, pisando o do lado ingénuamente, por não dar tudo de si...um sorriso na hora certa, uma palavra na hora incerta (se me faço entender!). Está provado que não somos perfeitos...mas aparentamos ser? Não...tentamos dar essa ideia.
Ai de alguém que ouse dizer que não. Porque esse será o primeiro a querer aparentar algo que não é.
Ratos de laboratório que não é desinfectado há anos! Temos vírus podre a crescer como bulor no nosso coração.
Qualquer dia atiçam-nos olhares menos amigáveis, e o vírus espalha-se pelos pulmões. Paramos de respirar (chamem-lhe nervos, chamem!) e puff! Vamos lá para sabe-se-lá-onde.
Oh...e o resto é repetitivo. Não valerá a pena dizer que todo o ser humano é excepcional quando se esvai em lágrimas e dor de quem lhe é próximo.
Argh! Cheiro a carne podre! Tanto do que foi...como do que fica!

sábado, 2 de fevereiro de 2008

Devaneios...outra vez!

Escrevo para não ter de pensar. Nas palavras que ordeiramente crio, pinto um turbilhão de sensações.
A ponta dos dedos está gasta, como as palavras que ainda tenho para dizer. Cantam as teclas em que carrego. Tic Tic Tic. Umas vezes mais rápido. Outras nem tanto...mais devagar.
Paro por momentos para pensar "que vou escrever?". Então as mãos começam a dançar por cima do teclado cinza-sem-cor e as palavras vão surgindo. Com elas os pensamentos que tenho são expressos.
Escrevo o que vivo e o que sinto. Escrevo para quem de mim faz parte. Escrevo para quem não me conhece. Escrevo só para mim.
Num zig-zag constante os meus olhos lêem todas as frases. Na diagonal não. Não teria sentido! Lêem letra a letra, palavra a palavra. Retiram a essência do que escrevo.
Cada olhar é diferente. Cada perspectiva é pessoal.
Mas o que eu escrevo...ai! As letras que ponho a brincar no ecrã são só isso...mães de palavras que em devaneios (in)conscientes crio!

Palhaço



O Carnaval perdeu a cor.
Os palhaços já não riem
E na sua face vemos dor.

O vermelho esbateu-se
Na sua cara branca.
O sorriso perdeu-se...
Nem um pingo de esperança!

As crianças não querem saber
Do palhaço, pobre coitado
A forma como ele andava a viver
Não é mais presente, é passado!

Vive agora a chorar
O palhaço que outrora sorria
E numa de não se magoar
Mostra agora o que escondia!

Escondeu sempre a tristeza
Atrás daquele sorriso rasgado.
Mostrando simplesmente beleza
Fazia rir o público enganado.

As crianças, ao trocar
O palhaço por jogos actuais
Não podiam imaginar
Que esses trocadilhos eram fatais!

Está o palhaço sozinho agora
Sentado na berma da ponte
Pensando se é a Hora
Ou se se põe amonte.

Ponderou a decisão
Por se sentir trocado
E parando o coração
Ficou o palhaço acabado!


[Soube-me bem voltar à "poesia"...!]

Natureza humana

Se há coisa que não percebo é a mania que a vida tem em colocar-nos em situações de balança. Quero eu dizer: felicidade dum lado, problemas do outro. (E não digo infelicidade porque infeliz é aquele que nem capacidade de percepção da palavra infeliz tem, quanto mais da de feliz!)
Temos uns dias hiper coloridos, onde nos apetece correr dum lado para o outro, saltar, rebolar, rir até fazer doer a barriga... e depois acabamos sempre por, nesse mesmo dia, ter coisas que nos fazem doer tambem a barriga mas não é de rir! É uma sensação estranha...nervos...ups! Fizemos asneira!
E dói. Mesmo mesmo mesmo quando acabamos de dizer "hoje não há nada que estrague a minha felicidade!".
Ironias do destino. Eu já ando a aprender...faço asneiras como todos, mas esta vida tem duração contada. E eu, não tendo conhecimento do tempo que me falta, aproveito. E hoje está tudo mal, virado do avesso...então sorrio e digo: daqui a uns anos nem me vou lembrar.
Desiludimos e somos desiludidos! AH GRANDE NATUREZA HUMANA!

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

The Davos Question

http://youtube.com/thedavosquestion

Deixo aqui uma ideia brilhante de nos fazermos ouvir. Porque em prol do que vivemos e do futuro que projectamos todos os dias com as nossas acções, devemos ser ouvidos...devemos fazer-nos ouvir.

"What one thing do you think that countries, companies or individuals must do to make the world a better place in 2008?"

Porque, como alguém já dizia, nós fazemos a nossa própria sorte. E vivendo em sociedade..influenciamos a dos outros.

[Portugal é pequenino sim. Mas com pessoas de coração enorme...que tambem se fazem e devem fazer ouvir no mundo!]

Às saudades que a Nini sente...



Sentes que um tempo acabou
Primavera de flores adormecida
Qualquer coisa que não volta que voou
Que foi um rio, um ar, na tua vida

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’ra vida

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’ra vida

Sabes que o desenho do adeus
É fogo que nos queima devagar
No lento cerrar dos olhos teus
Fica a esperança de um dia aqui voltar

E levas em ti guardado
O choro de uma balada
Recordações do passado
O bater da velha cabra

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’ra vida

Capa negra de saudade
No momento da partida
Segredos desta cidade
Levo comigo p’ra vida


[Balada da Despedida V Ano Jurídico 1989]

A ti Nini, porque "Sabes que o desenho do adeus/É fogo que nos queima devagar/No lento cerrar dos olhos teus/Fica a esperança de um dia aqui voltar".

Um beijinho nova amiga...Nini antiga!
Hoje sonhei que os meus sonhos se tinham realizado. Esquisito, não é?
Mas é verdade...sonhei com sonhos! Ironias da vida...se calhar sonhos não passam disso: SONHOS!

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Abro as mão e largo tudo. Malas e bagagens imaginárias. Peso? Só se for de consciência. Esse tende sempre a magoar-me as costas...a cabeça. Acabo com a coluna assim!
Que seja só a coluna e não a vida. A verdade é que muitos que assim sofrem acabam consigo mesmos. Desistir? Ai não. Palavra feia! Descansar por um pouquinho para depois voltar a tentar! Isso sim!!!
E tu? Já lutaste hoje?

sábado, 26 de janeiro de 2008

Absurdos

Corro com sonhos às cavalitas num volteio de roda aberta.
Pretendo ser mais do que sou. Não mais nem menos que os outros. Apenas mais do que sou aqui e agora.
Quero inventar um novo tempo baseado no antigo: presente-mais-que-perfeito.
E todos os dias quero ser esse tempo...tendo assim certezas que anteriormente fui pretérito, também ele mais-que-perfeito.
Não divago no tempo e no espaço só por divagar. São falsos absurdos sentidos e vividos por mim. São falsos absurdos que tomo como certos no caminho que percorro.
Escrevo porque gosto. Escrevo porque me dá força. Porque dá força a quem por aqui passa e deixa uma marca de boa continuação.
Escrevo porque devo. Escrevo porque quero.
Certo é que também já quis ser presenteada com o génio da lamparina, mas os absurdos, falsos ou não, são meus. E deles - desculpem ser egocêntrica mas de vez em quando também tem de ser - não abdico.
Criem os vossos!
Frase imperativa tão bem que serves os meus desejos...
Então fiquemos-nos por aqui. Cada um por si, e cada "si" por todos JUNTOS.

sábado, 5 de janeiro de 2008

Muda, calada, confusa e baralhada

Entro muda e saio calada da grande Capital chamada Lisboa. Os nervos e o medo percorrem tudo o que posso chamar de MEU. É aquilo que não conheço, é aquilo que não vivi...é a confusão, é a asáfama e a pressa. É o metro onde não sei andar. É a confiança que finjo sentir. É o pânico de presença dum labirinto sem saída onde eu me baralho cada vez mais.
É sempre assim. Ao tocar do telemóvel finjo que não é nada comigo, que nem se quer o tenho e que tenho pena de quem o deixa tocar em público. Um horror percorre a minha cabeça e dá voltas sem parar...medo de ser assaltada, medo de tudo. Medo de nada. Medo de nada quando chego ao destino. Onde a magia acontece...onde os meus sonhos estão ali. À mão de semear!
Nunca estive tão perto de concretizar os meus sonhos. Nunca estive tão perto de desistir deles. Porquê?! Porque não sou mais aquela menina que queria muito e deixava tudo por aquilo. O tempo mudou...as coisas mudaram. Os sentimentos também.
Agora, mais do que uma tradição académica antes imaginada, há algo mais que me prende aqui, a Coimbra.
18 anos. Uma vida! Há muito mais para viver? Para fazer? Sim, há.
Agarro-me a ti como se fosse a última vez. O último abraço. O último beijo. Não sei o dia de amanhã. Mas sei que tudo está a andar depressa demais. BOLAS! Não foi assim que eu sonhei! Os meus sonhos estão a rir-se para mim e dizem-me "agarra-me agora. ou esquece-me para sempre". Que faço? Pra onde vou? Parada? Não. Parada não posso ficar. O tempo anda. O tempo corre. O tempo foge. Os sonhos também. Os projectos de vida alteram-se. Que hei-de fazer? Tantas perguntas tão poucas respostas.
LUTA! NÃO DEISTAS! SEGUE OS TEUS SONHOS!
Têm sido estas as palavras ao longo destes últimos anos de quem me apoia. De quem está sempre lá. De quem está sempre aqui <3 .
Mas...e agora? Amor de um lado. Sonhos do outro. Familia do lado do amor. Pesa mais, certo? E a minha vontade tende para os sonhos...há um equilíbrio nesta balança. "Quem me leva os meus fantasmas?". Quem me dá a mão e ajuda a decidir. EU. Tenho de ser eu. Um dia de cada vez. E amanhã...amanhã é mais um dia. Segunda feira...ai! Aí logo se vê no que dá.
Não. Não é que troque o teu amor por um sonho. Posso tanto ter os dois. Vai ser dificil, eu sei. Mas bolas! E VIVERAM FELIZES PARA SEMPRE. Não é assim que as histórias acabam? Será pedir muito a minha ser assim também?
Sinto-me encurralada entre Lisboa e Coimbra. Entre ti e mim. Mas o MIM também és TU. Somos NÓS. E eu AMO-TE. E eu quero que tudo resulte. Os meus sonhos. Os teus. O NÓS!


Palavras não exprimem a confusão. Palavras são poucas. Depois há o curso...adoro! Depois há o sonho. Adoro! E depois voltas tu...que estás sempre presente. E volto eu...confusa.
Não há nada que eu possa fazer mais por hoje. Segunda e Terça logo se vê. Até pode ser que não seja preciso nada disto. O alcance dos meus sonhos podem ser ilusão.
A verdade é que se abriu uma porta. Há opções na vida. E esta? Esta é a mais dificil de todas.
Entro muda e saio mesmo calada!
Ano bissexto !

sábado, 15 de dezembro de 2007

Feed the World



Boas "férias" a todos. Um Natal com muita saúde e boas entradas. Que o melhor de 2007 seja o pior de 2008!

E não se esqueçam:

"There's a world outside your window,
and it's a world of dread and fear
Where the only water flowing
is the bitter sting of tears
And the Christmas bells that ring there
are the clanging chimes of doom
Well tonight thank God it's them
instead of you"

(Há um mundo fora da vossa janela,
E é um mundo de medo
Onde a única água que flui
É a amarga picada de lágrimas
E os sinos de Natal que lá tocam
São as badaladas da desgraça
Bem, hoje dêem graças a Deus, São eles,
em vez de vocês)

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Feito por mim :$

Olhar

As palavras de nada valem quando o olhar diz o contrário...
Por muito que tentes, por muito que qualquer um de nós tente...não vale a pena contrariar os olhos que reflectem aquilo que somos e sentimos.
Tentamos refugiar-nos numa ideia pré concebida, provavelmente até forçada a existir, mas somos sempre fracos demais. Somos sempre menos do que aquilo que julgamos ser quando mentimos.
E quem fita com atenção o nosso espelho da alma, mais rápido do que julgamos, vê a verdade. Nua e crua. A verdade.
Para quê lágrimas de crocodilo se nesse momento aspiramos a víboras que morrerão a trincarem a própria língua?
De nada vale. De nada vale mentir e contrariarmos o reflexo empírico que nos expõe aos outros.

domingo, 2 de dezembro de 2007

Eu Te Amo *



inspiraçao dos meus sonhos nao quero acordar
quero ficar só contigo nao vou poder voar
porque parar pra refletir si meu reflexo é voce
aprendendo uma só vida compartilhando prazer
porque parece que na hora eu nao vou aguentar
si eu sempre tive força e nunca parei de lutar
como um filme no final tudo vai dar certo
quem foi que disse que pra ta junto precisa ta perto??
pense em mim... que eu to pensando em voce
e me diz... o que eu quero te dizer
vem pra cá... pra eu ver que juntos estamos
e te falar... mais uma vez que te amo

o tempo que passamos juntos vai ficar pra sempre
intimidade, brincaderas.. só agente entendi
pra quem fala que namorar é uma perder tempo
eu digo: a muito tempo nao cresci o que cresci contigo
juntos no balanço da rede, sob o céu estrelado
sempre acontece o tempo para quando eu to do seu lado
a noite chega eu fecho os olhos é voce que eu veju
como eu queria estar contigo eu paro e faço um desejo

pense em mim... que eu to pensando em voce
e me diz... o que eu quero te dizer
vem pra cá... pra eu ver que juntos estamos
e te falar... mais uma vez que te amo

pense em mim... que eu to pensando em voce
e me diz... o que eu quero te dizer
vem pra cá... pra eu ver que juntos estamos
e te falar... mais uma vez que te amo

pense em mim... que eu to pensando em voce
e me diz... o que eu quero te dizer
vem pra cá... pra eu ver que juntos estamos
e te falar... mais uma vez que te amo

pense em mim... que eu to pensando em voce
e me diz... o que eu quero te dizer
vem pra cá... pra eu ver que juntos estamos
e te falar... mais uma vez que te amo

mais uma vez que te amo..

sábado, 1 de dezembro de 2007

Favores em Cadeia

Ontem vi um filme na RTP 1, que desejava que todo o mundo o visse. Chorei. Quase nunca choro com filmes. Mas este...ai este vocês têm mesmo de ver! "Favores em Cadeia" ou "Pay it Forward".

Imaginem apenas. Fazemos um favor a alguém que realmente a ajude e dizemos que não queremos que este seja retribuido a nós, mas sim a três outras pessoas que, em troca fazem o mesmo a outras três - e assim sucessivamente criando uma cadeia crescente de bondade e respeito. Impossível?

É só dos melhores filmes que vi até hoje.
Recomendo. Vivamente!

Gostava de criar uma cadeia destas no mundo!

domingo, 25 de novembro de 2007

Só faz falta quem está!

Levo as mãos á cabeça num acto de desespero. A voz já não sai num berro como outrora e as lágrimas secaram. Não que tenha aprendido a viver com a dor, mas há coisas que, de tão previsíveis que são, já só picam, não ardem.
De facto, a determinada altura, as pessoas já não nos supreendem. Já nos (des)iludimos tanto durante a nossa vida, que mais uma outra partida vinda dos outros é só isso: mais uma.
Então o tempo presente é que conta. E só faz falta quem está, não fisicamente, porque isso poderia ser uma falsa manobra de diversão, mas sim quem está sem lá estar. Quem está sempre pronto a ajudar duma ou de outra forma. Só faz falta, de facto, quem está!
Não fiques agarrado ás memórias más...deixa que as boas te ajudem!

Efemeridade...

Vida efémera que não escolhi
Por onde me levas agora?
Do tão pouco que já vivi
Parece ter chegado a Hora.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

18 feitos.

São 18... E cada vez que penso, o número não me sai da cabeça: DEZOITO. DEZ+OITO.
Não tarda estou a ter uma crise de meia idade...não sei. Não é que agora me sinta diferente, mas acho que há qualquer coisa que me faz ver o mundo numa perspectiva um tanto ou quanto diferente do habitual.
Votar, conduzir...isso são coisas dos grandes. Daquelas pessoas que medem mais um metro que eu. Aquelas pessoas que olham para mim lá de cima e me fazem meter as mãos atrás das costas e balançar para a frente e para trás como quem está arrependido de ter comido um doce fora da hora da refeição.
Ai! Votar e conduzir são coisas dos grandes, mesmo. Aqueles que não precisam de se pôr em bicos dos pés para chegar ao balcão. Aqueles que bebem alcool e depois passam a noite a rir. Aqueles que puxam do isqueiro para acender um cigarro a meio da noite.
Não gosto...nem sei se quero isto para mim.
Que tal voltar as costas a isto a que os grandes chamam de RESPONSABILIDADE?
Tarde demais...o Peter Pan no Domingo ao 12h09 passou aqui pela última vez.
Jamais me voltarão a chamar, com verdadeira razão de ser...CRIANÇA!

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

DOIS ANOS*



Há coisas que, por muito tempo que passe, não mudam: és especial.

Apenas te consigo mostrar minimamente o que sinto por ti, com esta palavra: AMO-TE !

(é que o sentimento é tão grande...)

"I'll die if you leave me..." . . . so please don't leave me!

domingo, 28 de outubro de 2007

Agora tenho a certeza de que a amizade só tem limites quando nós os impomos!

Deixo-vos um abraço daqueles que só termina quando a noite já é dia e o sol está posto!
TIC TAC

Incrível...não pára!

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Envelhecer

Hoje na aula de Relações Interpessoais fizemos um jogo... tinhamos uns cartõezinhos com uma pergunta e tínhamos de responder.
Às tantas, passou-me pelas mãos a seguinte questão:

"Envelhecer. O que pensas sobre isso?"

Só fui capaz de responder: MEDO!
Não sei, ou eu vivo constantemente com medo ou é tudo uma questão psicológica! Não que o medo não seja, de certa forma, psicológico, mas tenho um "elevado grau de medriquice" no que toca a este assunto.
Respondeu-me a minha colega: "Eu tenho medo da morte!".
Ai...eu não! Já tive, outrora. Agora tenho pena de ter de morrer. A vida é tão bonita...!
Daí o medo de envelhecer! Ficar mais perto da morte...saber que já passei tanto e que já há tão pouco para passar.
Juro-vos, eu qualquer dia fujo mesmo! Começo a correr e só páro na Terra do Nunca. Quem não conhece esse paraíso onde o Peter Pan leva as crianças?
Eu espero pela visita dele, acompanhado pela Sininho que me vai cobrir de pó dourado. Depois é só penar numa coisa muito boa, e voar. Juro que um dia fujo e só páro lá!
E vocês? O que pensam sobre isto...envelhecer?
Estou tão bem assim...melhor só à uns anos atrás! É que hoje já só faltam 22 dias. É extremamente assustador.
"Tem de ser. Todos temos de crescer! Assumir responsabilidades..." .
E se eu não quiser?! E se eu cruzar os braços e bater o pé "NÃO QUERO, NÃO QUERO, NÃO QUERO!" ?!
Ahah. Quem me apanha se eu fugir? Ninguém. Nem tentem..não vale a pena mesmo sendo a vossa alma grande. Desde há muito que sou dona de mim. E eu sei...vou ficar apenas sentada a pensar no quão bom seria fugir daqui para combater contra o Capitão Gancho. Faz bem sonhar...
Mas garanto-vos: Hoje deixo a janela aberta!